Ana Cañas


Em total contraste com seu álbum de estúdio mais recente, o roqueiro “Tô na Vida” (2015), a cantora e compositora paulista Ana Cañas estreia no dia 19 de janeiro o delicado show MULHERGALÁXIA. Além de cantar, Ana toca todos os violões do espetáculo, em números individuais ou em duos com o músico Fábio Sá, que se reveza nos contrabaixos elétrico e acústico.

O formato ressalta a carga intimista das canções e, em alguma medida, leva Ana Cañas de volta às suas origens artísticas, antes de começar a gravar discos, quando era uma das atrações mais esperadas do Baretto, o pequeno bar do hotel Fasano, reduto do jazz em São Paulo.

A direção artística de Marcus Preto quis colocar à frente de tudo justamente as sutilezas da voz de Ana Cañas e sua grande versatilidade como intérprete, características que nem sempre são exploradas em seus trabalhos de pegada mais pop. Para tanto, o repertório precisava ser abrangente, cobrindo não apenas a carreira da cantora, mas também sua memória afetiva.

O roteiro mistura clássicos da música brasileira – como “As Curvas da Estrada de Santos” (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos), “Mamãe Natureza” (Rita Lee), “Retrato em Branco e Preto” (Tom Jobim/ Chico Buarque), “Índia” (José Asunción Flores/ Manuel O. Guerrero/ José Fortuna) e “Eu Amo Você” (Cassiano/ Silvio Rochael) – com canções escritas por Ana Cañas que os fãs sempre pedem – como “Hoje Nunca Mais”, “Bandido”, “Urubu Rei” e “Tô na Vida” – , além de “Luz Antiga” e “Pra Você Guardei o Amor” , dois temas de Nando Reis que fizeram sucesso em sua voz. Há também a inédita “Mulhergaláxia”, de Ana, que batiza o show.

Para chegar ao clima de intimidade necessário ao espetáculo, o lugar escolhido para a estreia foi a pequena sala Cabaré, em Perdizes, com plateia restrita a 120 pessoas. A iluminação foi criada por Miló Martins. A artista Ana Turra fez os cartazes a partir das fotos de Jorge Bispo.

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