Fernando Salém


Na apresentação, Salem apresenta um repertório que expressa as diferentes fases e aventuras musicais pelas quais passou. Da antiga parceria com Arnaldo Antunes, ao recente encontro com Caetano Veloso. Dos devaneios ao lado de Marisa Orth na Banda Vexame, às composições infantis que criou para programas como Castelo Rá Tim Bum e Cocoricó. O cardápio também agrega canções do seu último álbum Rugas na Pele do Samba e do recente show com Direção e Participação de André Abujamra: Creme na Pele do Samba.

Rugas e Creme, tese e antítese, revelam dois lados de um mesmo artista. Em Rugas, o trabalho contemporâneo e autoral reverencia o velho samba. Em Creme, a tradição é reinventada com ousadia e transgressão. Eu Segundo Eu propõe um diálogo entre esses dois conceitos. Nele, Nelson Cavaquinho e Reginaldo Rossi se encontram na pele de Salem.

Músicas novas como Eu, Nino E Mancini, uma homenagem aos “trilheiros” Nino Rota e Henri Mancini, se mixam a clássicos como E O Mundo Não Se Acabou (Assis Valente) e O Portão (Roberto e Erasmo Carlos).

O show, um tanto introspectivo e retrospectivo, tem Salem ao violão e guitarra ao lado de um laptop, de onde dispara seus delírios. Tudo acontece de forma leve e íntima, mixando texturas, letras, sons e imagens no telão.

Eu Segundo Eu é a forma que Salem criou para fazer seu jogo de espelhos e se reencontrando com as diferentes fases da sua carreira; e se lançando para o futuro.

Uma espécie de álbum de figurinhas que se completa. Nele, o samba, o brega e o kuduro e outras bossas ganham uma só impressão digital. Violão, voz, banquinho, vinho, violão e telão.

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